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9 respostas que você sempre quis ter sobre amamentação
Por Supermamy 13/06/2017 09:04 Comentários

Diz o ditado que, quando nasce um bebê, nasce também uma mãe. A transformação que esses pequenos seres provocam na vida de quem os rodeia é grande, intensa, profunda. Mas o que pouco se fala é que, com o nascimento dessa mãe, surgem também medos e preocupações.

Um dos assuntos que mais despertam comentários é a amamentação. Nem sempre tudo sai como idealizado, pode existir muita dificuldade no começo, às vezes a conexão não é imediata. Planeja-se muito, mas, em vários momentos, acontece justamente o contrário.

Por isso, convidamos a Daniele Jafet para esclarecer algumas dúvidas que permeiam universo do aleitamento materno. Dani é consultora em aleitamento materno, baby planner, doula pós parto e educadora perinatal.

Depois de anos de experiência na área, ela reuniu os 9 questionamentos mais frequentes entre as mamães. Confira!

1. Existe tempo preestabelecido para a criança mamar?

Não, uma vez que cada bebê tem seu ritmo. Um exemplo que sempre uso pra ilustrar essa situação: vamos supor que eu e você vamos a um restaurante e pedimos o mesmo prato. Eu sou daquelas que come super rápido, então, assim que eu termino, tiro seu prato também e digo: Olha, tivemos cinco minutos pra comer e eu raspei o prato. Por que você não terminou? É isso que fazemos com as crianças ao determinar um tempo ideal de mamada - ao invés de ajudar, pode prejudicar.

O importante é sempre a mulher ter a percepção da mama bem vazia, para, dessa forma, ela ter a percepção de que a criança retirou o leite rico em caloria (que é o que está no final da mamada). Isso é o mais importante, independente de ser em 15, 20 minutos ou um pouquinho mais.

2. Devo oferecer uma das mamas ou as duas em cada mamada?

Também não tem regra. Quem vai ditar o ritmo é a criança - se, com um seio só, ela fica satisfeita, não tem o porquê oferecer o outro. Mais uma vez, é válido dizer que, se você determinar tempo (15 minutos de um lado, mais 15 de outro), pode ser que a criança fique satisfeita antes de esvaziar uma das mamas por completo e não consiga retirar o tal leite rico em calorias.

Pode ser também que isso ocasione uma diminuição da produção, porque, uma vez a mama não tendo ficado vazia, o corpo entenderá que produziu mais leite que o necessário.

3. Como percebo se o bebê sugou até o final?

A mama fica flácida, amolecida, leve. Ela fica diferente quando comparada ao começo da mamada. Se o bebê começa a jogar a cabeça para trás ou a ficar irritado, pode ser um sinal de que não tem mais leite naquela mama e ele ainda está com fome - nesse caso, ofereça o outro lado.

4. Existe uma posição ideal da mãe para amamentar?

Não. A melhor posição é aquela em que a mãe e a criança se adaptam bem. Existem alguns cuidados especiais que sempre gosto de ressaltar: é importante escolher um lugar adequado, onde ela se sinta confortável e consiga se conectar ao seu bebê (isso é essencial especialmente nos primeiros dias, nos quais mãe e filho estão se conhecendo e aprendendo); manter os pés apoiados no chão ou em uma banqueta; deixar os braços sustentados por uma boa almofada de amamentação ou travesseiro.

É necessário cuidar desses aspectos relacionados à postura em geral da mãe, até no que diz respeito à pega do bebê durante a amamentação.

5. E no que se refere ao bebê?

Tem uma expressão bem conhecida que diz para posicionar a barriga do bebê na altura da barriga da mãe. Eu, particularmente, não gosto dela, porque tem algumas posições em que as barrigas não ficam juntas (uma delas é a invertida, em que o corpinho da criança é jogado para as costas da mãe).

Acho que a melhor expressão aqui é ‘a cabeça do bebê em linha reta com seu tronco ou corpinho’.

Além disso, a pega é assimétrica. Tendo em vista que o bebê não mama o bico do seio, mas sim a aréola, o ideal é que ele abocanhe a maior parte possível. Quando a aréola fica visível, conseguimos ver mais a parte de cima do que a de baixo. Então, a dica é posicionar o nariz do bebê bem de frente para o mamilo, de modo que ele pegue mais a parte superior.

6. Há problema em amamentar deitada?

Não também. Inclusive, eu recomendo especialmente para as mães que passaram por uma cesariana. Há o desconforto natural da cirurgia, o que torna, às vezes, os movimentos de deslocamento mais difíceis.

Importantíssimo lembrar que não há problema desde que a criança esteja no seio. Os movimentos que ela faz nesse caso são diferentes dos que acontecem quando se alimenta via mamadeira. Nessa situação, é possível, sim, que o leite vá para a região do ouvido e ocorra uma otite, por exemplo.

7. Existe relação entre a alimentação da mãe e gases do bebê?

Não há estudo científico que comprove isso. Lembrando que não estamos falando de intolerância alimentar, apenas de cólica. Eu sempre sugiro que a mãe observe. Por exemplo: “ai Dani, toda vez que como chocolate, sinto que meu filho tem desconforto!”. Pois, então, tire esse alimento da sua dieta e fique atenta aos sinais da criança.

8. E no que diz respeito à mudança do sabor do leite?

Na fase de gestação, a mulher que está acostumada a comer uma comida mais apimentada, bem temperada, já apresenta o bebê a esses ingredientes também desde o útero. Portanto, se a mãe os continuar ingerindo durante a lactação, o bebê não sentirá mudança significativa no sabor do leite. Logo, não tem porque ele rejeitar o leite materno.

O que pode, sim, alterar o sabor desse leite é uma nova gestação, além de exercícios físicos muito intensos - acerca desse último caso, não há muitos estudos científicos que o abordem, mas o ácido lático (composto proveniente da queima da glicose pelo organismo e liberado durante o exercício acentuado) pode agir sobre o sabor.

(Atenção: a atividade física é recomendada durante a gestação, a não ser que você tenha alguma restrição médica. Faz bem tanto para a mãe quanto para o bebê em termos de saúde e bem estar. A dica é procurar um profissional que te auxilie a encontrar o exercício, a frequência e a intensidade ideais para essa fase). 

9. Situações de estresse podem influenciar em algo?

Sim, ele tem influência sobre a amamentação. Amamentar também é um ato psicológico. Se o cérebro não funciona a favor dela, com certeza teremos problemas. A ocitocina, hormônio responsável por ejetar o leite do corpo, tem sua produção diminuída ou anulada quando a mãe está sob condições de estresse, ansiedade, forte cansaço.

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